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Relatório da Empresa PT
A Portugal Telecom, SGPS, SA (“Portugal Telecom”) e as suas empresas participadas prestam serviços de telecomunicações e multimédia em Portugal e no estrangeiro, incluindo o Brasil e África. É uma das maiores multinacionais de Portugal e uma das empresas onde há maior desenvolvimento de tecnologias de comunicação.
 Este relatório foi baseado no 4º trimestre de 2008 e o 1º trimestre de 2009. Começando pelo balanço podemos observar poucas diferenças entre o 4º trimestre de 2008 e o 1º trimestre de 2009. Em 2009 temos uma subida no activo da empresa de 13.714.395.302,00 € em 2008 para 14.159.434.788,00 €. Em termos de passivo temos também uma subida de 12.518.158.481,00 € em 2008 para 13.145.213.883,00 €. O capital próprio sofreu uma descida de 1.196.236.821,00 € em 2008 para 1.014.220.905,00 € em 2009. O valor do passivo com o capital próprio em 2008 e 2009 era de 13.714.395.302,00 € e 14.159.434.788,00 € respectivamente.
Na demonstração de resultados temos uma subida do resultado líquido do produto de 2008 para 2009, com 165.126.406,00 € em 2008 e 177.301.194,00 € em 2009.
Depois de rácios calculados podemos concluir que não houve um aumento substancial na rentabilidade das vendas em ambos os anos mantendo-se assim nos 11%, mas podemos observar que houve um aumento nas vendas e prestação de serviços de 2008 para 2009.
Em 2009, temos uma maior rentabilidade de capital próprio, que nos mostra que os investidores tiveram um aumento de rentabilidade no seu capital investido de 2%, do 4º trimestre de 2008 para o 1º trimestre de 2009.
Nos rácios de liquidez temos uma ligeira subida de 2008 para 2009 na liquidez geral e imediata, apesar de continuar com um Fundo de Maneio negativo (com uma liquidez geral de 0,65 e liquidez imediata de 0,23 em 2009), ganhou uma pequena cobertura sobre as suas dívidas.
Houve também um aumento na rotação do capital próprio de 129% em 2008 para 155% em 2009, apesar deste aumento podemos observar que houve apenas um pequeno aumento nas vendas e serviços prestados e um decréscimo no capital próprio, logo, esta subida devesse à descida acentuada do capital próprio.
Em termos de Autonomia Financeira e Solvabilidade tiveram uma descida de 2 pontos percentuais de 2008 para 2009, isto era esperado com a descida no capital próprio e uma subida em ambos o passivo e o activo da empresa. A autonomia financeira teve uma descida de 9% para 7% e a Solvabilidade desceu de 10% para 8%. Isto pode traduzir-se em que a empresa tenha perdido alguma capacidade de se financiar a ela própria e esteja um pouco mais dependente de financiamento externo.
Gostaria de acrescentar que existem algumas limitações em termos destes rácios, o que não revela nada mais que uma pequena ideia geral da empresa, e alguns destes números podem dever-se a alguma mudança na empresa ou algum evento pontual e não revela a verdadeira realidade da situação financeira. Os rácios trabalham com o passado da empresa e pode não revelar a sua actual situação ou as suas potencialidades. Para concluir os rácios financeiros devem ser usados mas sempre complementados por outros.